sexta-feira, 19 de junho de 2009

Cego

Longe de casa à mais de uma semana, milhas e milhas distânte... As vezes é assim que eu me sinto, e por me sentir assim fico um pouco emotivo. Em um desses momentos estava eu sentado em um fast food chamado KFC, esperando por alguns amigos. Naquele momento estava tocando uma música bem tranquila, e no embalo daquela canção comecei a pensar. Saudade das pessoas que amo, momentos de tristreza que as vezes passo, dentre muitos outros pensamento que passavam pela minha mente. Então olhei para frente e vi um homem que andava em frente ao local que eu estava. Toda a frente do KFC era de vidro, e ao vê-lo passando fiquei de coração partido. Aquele homem era cego. Ele estava com a sua bengala, batendo no chão para saber por onde pisar, mas naquele moviento ele batia com sua bengala no vidro, chamando a atenção de todos dentro do local, então enquanto ele andava e batia sua bengala no vidro todos olhavam para ele, tornando assim aquele cena bem triste. Quantas pessoas cegas eu já vi na vida? Dezenas? Centenas? Talvez pelo meu estado de espírito, vi aquela cena de uma forma diferente. Talvez a forma que deve ser vista. Em que mundo nós vivemos? Um lugar onde pessoas não vêem, não vivem, não sentem. Não sentem um amor de um Deus que criou a vida e recriou a oportunidade de viver.
Desde quando eu era criança sempre ouvi a história de Salomão. O homem mais sábio do mundo. Sua sabedoria começou mesmo antes de ele recebe-lá, começou quando ao Deus dar-lhe a oportunidade de escolher algo, ele a escolheu (sabedoria). Mas o que fez realmente dele um homem sábio não foi ele ter pedido por sabedoria, não está envolvido naquela história de cortar uma criança ao meio. Sua sabedoria está no fato de perceber que não temos nada em baixo do sol. As vezes nós somos como aquele homem em frente ao KFC, somos cegos, não vêmos quão miserável é o mundo, fome, doença, tristreza, violência. Vêmos apenas o que queremos ver.

Não seja cego, veja e almeje a felicidade.


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Contradições da Cruz (por Valdecir Lima)


Realmente para algumas coisas na vida nós não temos palavras. A morte de Cristo na cruz carrega em sí uma mensagem tão profunda que a mente humana é incapaz de completamente entender. Não há mente tão ampla ou cérebro tão privilegiado que perceba tudo que esteve envolvido naquele corpo pendurado em dois toscos pedaços de madeira. Na batalha universal que terminou por confundir vitória com derrota. A cruz um símbolo desprezível, aliado as coisas mais vís da humanidade, tornou se o mais perene, rico e significativo ícone da história. O sangue derramado, a violência, o horror, o castigo. Esse foi o cenário que deu início a uma história de amor e liberdade, de vida ou de morte. Atravéz da cruz surgiu a oportunidade de uma vida livre da escravidão do pecado à que o homem estava sujeito. Eessa história de liberdade e amor é parte de um plano divino e antigo, tão divino quanto incompreensível. Só o amor foi capaz de derrotar o ódio e o egoísmo, só através da cruz foi possível tranformar condenação em oportunidade de vida. Foi no calvário que o universo pode perceber o que há de mais terrível e de mais sublime, de mais puro e vil. A cruz combinou contradições, juntou em um só momento o que há de mais humilhante e santo. Revelou o que há de pior no homem e o que há de mais sublime em Deus. Interessante, quando a verdade é grande de mais Deus usa poesia para se expressar, para se fazer entender. Porque foi subindo como renovo perante Ele como raiz de uma terra seca. Onde não havia vida agora há esperança, esperança de futuro, crecimento, fertilidade e frutos. Foi por causa da cruz que temos paz. Ele pagou o preço da nossa tranquilidade o castigo que nos traz a paz estava sobre ele. E o salmista afirma: “A misericórdia e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram”. Mas o que há de mais importante é que nessa guerra o amor venceu. A cruz é o centro da história é um ponto de partida, ela é vergonha mas é glória, a cruz é morte mas é vida.